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P708 - A Música – Painel Central do Foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro


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Junto à assinatura "E.VISCONTI" do canto inferior direito, o ano "1916".
Junto à assinatura "E.V." do canto superior esquerdo, "RIO-1916".

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Foyer detalhe - Urânia
Foyer detalhe – musa Urânia

Inaugurado o Theatro Municipal em 14 de julho de 1909, somente ao final de 1912 é aberto concurso para as decorações internas do foyer. Concorrem Eliseu Visconti e Rodolpho Amoedo, este com três estudos hoje pertencentes ao Museu Nacional de Belas Artes. Visconti apresenta um estudo a óleo (acervo do Centro de Documentação da Fundação Theatro Municipal) e é selecionado.
A decoração do foyer seria composta por um grande painel central, representando A Música, e por dois painéis laterais, menores, simbolizando A Arte Lírica (Inspiração Musical) [P710] e O Drama (Inspiração Poética) [P709]. Os motivos dos painéis se complementam, evoluindo em irresistível e melodiosa atmosfera. A fluidez da luz é completa e a impressão do conjunto é de uma grande doçura.
Segundo Valéria Ochoa Oliveira, no painel central “Visconti usou vários estilos e procedimentos artísticos – o pontilhismo ou divisionismo, o art-nouveau e, sobretudo, o simbolismo, frutos de sua formação no Brasil e na França – para compor uma sinfonia de cores e formas em que vários nus femininos se movimentam num ritmo ondulante”. O “mundo espiritual e subjetivo”,  representado de forma embrionária no pano de boca, seria agora a ideia principal desenvolvida pelo artista no painel central do foyer.
Valéria Ochoa Oliveira se propôs a investigar a identificação das figuras que compõem o grande painel central do foyer e a sua simbologia, buscando uma ligação da pintura com o momento cultural do fin-de-siécle. Encontrando na obra de Visconti elementos da mitologia greco-romana, com procedimentos e estilos de arte moderna, norteia o desenvolvimento de sua investigação nas figuras de maior tamanho que dominam a composição do painel central A Música, identificadas como as nove Musas, as Três Graças e Apolo. A representação das Três Graças imprime um ritmo dinâmico à composição. No centro do grande painel, os três grandes nus femininos formam duas grandes diagonais com seus corpos, cujas extremidades formam um triângulo. As musas estão dispostas em grupos onde predomina o movimento circular. Apolo aparece bem à esquerda da composição e é uma figura quase imperceptível, tocando uma flauta transversal que não é seu instrumento característico.
A reforma empreendida no Theatro Municipal do Rio de Janeiro para comemoração do seu centenário, em 2009, incluiu a recuperação de todas as obras de arte. Dentre os trabalhos realizados destacou-se, pela importância da obra e pelo estado de deterioração em que se encontravam, as restaurações dos painéis que Visconti realizou para o foyer. A restauração desses painéis e a revitalização das demais pinturas de Visconti tiveram a coordenação da Holos Consultores Associados, e os trabalhos foram desenvolvidos pelas equipes de Maria Cristina da Silva Graça e de Humberto Farias de Carvalho. Todos os trabalhos de restauro contaram com a supervisão e a consultoria dos Professores Edson Motta Júnior e Cláudio Valério Teixeira.
Clique aqui para mais informações sobre os painéis do foyer do Theatro Municipal.


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