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P985 - Saída da vida pecaminosa


Assinatura

Inscrições

A data "1896", junto à assinatura.

Procedência

1937 – Transferida da Pinacoteca da ENBA para o recém-criado MNBA.

Localização Atual Exposições Individuais Exposições Coletivas Publicações Comentários

Durante o quarto e o quinto anos de estudos na Europa, o pensionista deveria executar uma grande composição que seria adquirida pela ENBA, caso o Conselho Escolar a aprovasse. Segundo carta ao Ministro dos Negócios do Interior, datada de 29 de maio de 1896, Visconti remetia essa pintura como esboço para a execução de um grande quadro que pretendia fazer com uma tela de 24 m², através da Legação do Brasil em Paris, e submetia-lhe o orçamento de doze mil francos para as despesas materiais do quadro. Embora a verba pedida por Visconti tenha sido aprovada, ela nunca foi enviada, e assim a obra não saiu do esboço.

A sua composição é dividida em duas partes, a partir de uma linha horizontal que passa um pouco acima da metade da tela. Na secção superior, Dante e Virgílio dirigem-se para o alto e à esquerda, onde flutuam três figuras femininas, das quais emana um feixe de luz intensa em direção aos poetas, contra um fundo rochoso, que deixa entrever apenas uma nesga de céu escuro. Na parte inferior, amontoam-se dezenas de nus que representam as almas em agonia. Alguns corpos são apenas sugeridos ao fundo, mas no primeiro plano, podem-se distinguir diversas posições que lembram as ilustrações de Gustave Doré. Assim também, é possível observar essa inspiração no cenário e nas figuras dos dois peregrinos. Na composição final imaginada por Visconti esses nus mais à frente seriam pintados em tamanho natural. As inscrições sobre a obra, registradas em catálogo antigo, não podem mais ser vistas a olho nu.


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