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P229 - Retrato do Maestro Alberto Nepomuceno


Assinatura

Inscrições

A dedicatória “Ao amigo Nepo Offce." acima e à direita da assinatura.
A localidade "Paris" e a data "1895", na sequência da assinatura.

Procedência

Coleção Carlos da Silva Araújo

Localização Atual Exposições Individuais Exposições Coletivas Publicações Comentários

O retratado foi um compositor considerado pai do nacionalismo na música erudita brasileira. Nepomuceno (Fortaleza, 1864 – Rio de Janeiro, 1920) mudou-se para o Rio de Janeiro em 1885, vindo morar na casa dos Bernardelli; viajou para a Europa com os irmãos Henrique e Rodolpho, em 1888; depois de estudar em Roma e Berlim, rumou para Paris em 1894 para aprimorar-se no estudo do órgão; sendo então retratado por Visconti diante desse instrumento. Foi professor e diretor do Instituto Nacional de Música, onde apresentou, pela primeira vez, uma série de canções em português, de sua autoria, o que lhe rendeu severas críticas. Foi também autor do projeto de reforma do Hino Nacional Brasileiro, e regulamentação de sua execução pública.

Há um pequeno esboço preliminar a óleo [P256] para este retrato. Comprova a amizade entre o compositor e o pintor, uma carta-bilhete enviada do Instituto Nacional de Música, no Rio de Janeiro, datada de novembro de 1897, em que Nepomuceno informa que José Rodrigues Barbosa garantiu que seria concedida a prorrogação da pensão solicitada por Visconti, por mais seis meses ou um ano, e se despede afetuosamente. Anos mais tarde, Visconti realizará também o retrato da esposa e dos três filhos de Nepomuceno [P203]. Carlos da Silva Araujo proferiu um discurso na Associação Carioca de Letras, em 1944, numa homenagem póstuma a Visconti, cujo tema foi “Dois retratos da minha galeria”, sendo este um deles.


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