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P590 - Ladeira dos Tabajaras


Assinatura

Inscrições

Acima da assinatura: "A meu Nonô Seu pai"

Procedência

Coleção Afonso d’Ângelo Visconti

Localização Atual Exposições Individuais Exposições Coletivas Comentários

Visconti criou mais duas pinturas [P514 e P515] que representam a ladeira onde residiu em Copacabana, entre 1910 e 1944, ano em que faleceu. Diferentemente daquelas, esta paisagem foi realizada numa tela com orientação vertical, favorecendo a visão do longo caminho que se percorre até a praia. Também aqui não se podem ver tantas edificações como nas outras, porque Visconti registrou a vista que se tinha de um ponto mais ao alto, acima da sua residência, onde ainda a natureza estava mais preservada. Ao lado da mulher no plano mais próximo do observador, pode ser vista uma grande torneira, certamente da mesma bica que aparece em Garotos da Ladeira [P560]. Num estudo [P574] para esta grande obra, também pode ser observada a mesma torneira. Na paisagem aqui em questão, logo atrás das duas crianças que conversam mais à esquerda, um rapaz está chegando com seu balde para recolher a água que será usada na lida diária.

Esta obra, desconhecida até 2020, foi catalogada após ter sido comprovada sua participação na exposição da Sala Especial Eliseu Visconti, organizada por José Simeão Leal para a II Bienal de São Paulo. Isto foi possível após contato com a Fundação Bienal de São Paulo, que encaminhou ao Projeto Eliseu Visconti cromos dos seus arquivos, que mostram as obras de Visconti expostas na Sala Especial. As imagens destes cromos revelaram mais três pinturas de Visconti [P159, P695 e P696], inéditas para o Projeto, além de terem possibilitado a autenticação de um autorretrato [D007].

No catálogo da Sala Especial Eliseu Visconti esta tela está registrada sob o número 33, com indicação de ser de 1933. No entanto, a provável representação na tela do filho Afonso (Nonô), nascido em 1915, e a consequente dedicatória que Visconti fez a ele acima da assinatura permitem estimar a data de 1923 para a pintura. A imagem do cromo apresenta uma coloração azulada que não deve corresponder ao colorido real da obra. A Comissão de Autenticação das Obras de Eliseu Visconti aprovou esta pintura na sua 39ª reunião, realizada em 6 de agosto de 2020.


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