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P560 - Garotos da Ladeira


Assinatura

Procedência

1944 – Coleção Otto Gil
1986 (jul.) – Leiloada pela Leone Galeria de Arte, Rio de Janeiro
1994 – Coleção Sérgio Sahione Fadel

Localização Atual Exposições Individuais Exposições Coletivas Publicações Comentários

É um exuberante ar livre, rico de cor, luz e textura, tendo bem um terço da tela ocupado pelas bananeiras, planta presente em muitas paisagens de Visconti [P553; P566; P558], que sempre procurou, também na arte decorativa, usar espécimes bem brasileiros. Essas bananeiras, atrás de um muro com uma bica d’água, ficavam bem defronte ao portão da casa da família Visconti em Copacabana [P141; P515], na Ladeira dos Tabajaras. A pintura foi apresentada na EGBA de 1928, com o título Os deserdados. Aparece em fotografia do arquivo do Projeto Eliseu Visconti, na parede desta exposição, ao lado das outras pinturas, tendo os títulos das obras de Visconti manuscritos no verso, de acordo com o catálogo da EGBA. O título registrado neste catálogo parece que nunca mais foi usado, afinal, esses garotos lembram mais uma turma alegre e despreocupada, brincando livre nas ruas, do que meninos desfavorecidos pela sorte, a não ser pela mulher que carrega na mão uma lata para recolher água na bica.

A presença das redes de borboletas parece reforçar a ideia de folguedos infantis, tema que inspirou Visconti diversas vezes [P910; P146; P405; P428; etc]. Para esta composição, Visconti realizou ao menos dois estudos a óleo [P574; P577]. Para M. Izabel B. Ribeiro, “Garotos da Ladeira traz o tema da simplicidade do cotidiano e da vizinhança. O cenário é um muro velho, a rusticidade do fundo de um quintal repleto de bananeiras, a reunião de crianças dispostas a caçar borboletas – talvez os mesmos garotos que foram representados a caminho da escola. Não são retratos. São registros cromáticos rápidos de seus corpos, rostos e trajes. Nem as bananeiras são árvores ou esboços de paisagem, mas manchas de tons verdes distribuídas com cuidado”.


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