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P416 - Moça no trigal


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Procedência

Coleção Raphael Parisi

Localização Atual Exposições Individuais Publicações Comentários

Neste quarto período de sua carreira, Visconti quase nunca datou suas obras. Porém, é mais provável que o pintor tenha se dedicado às suas composições de maior fôlego de retorno à França, após ter viajado para o Rio de Janeiro, a fim de entregar e instalar suas decorações no Theatro Municipal. Tendo chegado a Paris em 24 de abril de 1916, desincumbido da grande tarefa, Visconti tinha agora bastante tempo para criar livremente. Ele fez uma série de estudos [P479; P436; P442; P446] da paisagem de um campo de trigo, preparando-se para esta composição, que se tornou uma das mais apreciadas de suas criações. Sua filha Yvonne, então com cerca de 15 anos, provavelmente serviu de modelo para a jovem que colhe as flores.

Durante a individual da Galeria Jorge, em 1920, quando foi exposta com o título Pão e flores, esta pintura foi adquirida, segundo O Jornal, de 6 de agosto, que não informou o nome do comprador.  Na ocasião da exposição “Os Precursores”, Gilda de Mello e Souza julgou a pintura encantadora, e acrescentou: “As duas figurinhas, que aparecem à direita e no alto, são quase uma citação das meninas mergulhadas no capim, que Renoir representou em Chemin montant dans les hautes herbes. Mas o recolhimento da figura, a delicadeza etérea das pinceladas longas nas hastes do trigo, o ramalhete de flores silvestres, apontam para o japonesismo ornamental da época. No entanto, a tela tem estilo e unidade.” A pintura chegou a ilustrar a capa de um LP em vinil – “A canção brasileira”, com a soprano Maria Lúcia Godoy e ao piano, Maria Lúcia Pinho, de 1980; e um folder do Seminário “Escrever e Documentar: A nova História da Arte no Brasil, séculos XIX e XX”, realizado em maio de 2013, na UFRGS, em Porto Alegre.


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