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P971 - Primeira comunhão


Assinatura

Procedência

Coleção Tobias d’Angelo Visconti
2000 (ago.) – Leilão Bolsa de Arte, Rio de Janeiro
Coleção Carlos Fernando Carvalho

Localização Atual Exposições Individuais Exposições Coletivas Publicações Comentários

Como pode ser visto na foto publicada na Gazeta de Noticias, de 6 de agosto de 1920, foi exposta na Individual da Galeria Jorge, e registrada em seu catálogo sob o nº 29, com o título Commungantes, plural que certamente foi um erro de edição, talvez devido ao tondo que Visconti pintou em 1895 [P972]. Mas, certamente, foi antes apresentada na 19ª EGBA, sob o nº 132, com o título A mensagem, o que pode ser intuído a partir do comentário do Jornal do Commercio, de 17 de setembro de 1912: “O quadro – Mensagem – tem um thema allegorico cuja intuição confessamos humildemente não ter comprehendido bem; mas, é bem pintado como factura, e a sua impressão seria completamente agradavel se não fosse o effeito desharmonico da tonalidade azul da figura diaphana.” Na comparação desta pintura com aquela que aparece na parede da exposição, na foto publicada na revista Careta, de 1912, notam-se algumas dessemelhanças, principalmente nos contrastes acentuados de claro-escuro que, no entanto, podem ser vistos em toda a foto.

Além disso, observa-se que ela perdeu uma faixa de tela na base inferior, o que pode ser percebido tanto na imagem representada quanto na proporção de sua altura com as das duas pinturas que a ladeiam na foto da revista [P222; P324]. Certamente a pintura sofreu alguma avaria antes de 1920, pois na foto do jornal Gazeta de Noticias ela já aparece sem a parte inferior. Na exposição Retrospectiva de 1949, foi registrada sob o nº 87, com o título A comungante. Nos arquivos do Projeto Eliseu Visconti há uma cópia do recibo em consignação, assinado pelo representante da Bolsa de Arte, datado de 18 de julho de 2000, e redigido com a caligrafia de Tobias d’Angelo Visconti, no qual ele intitula o quadro “1ª Comunhão”. Com esse título a pintura também aparece nas quatro principais listas de obras pertencentes à família, manuscritas pelo mesmo filho do pintor, que indica em duas delas a data 1911, e outras duas c.1912. Numa destas listas, está registrada como: “Primeira comunhão de Yvonne Irmã”, e em outra: “Primeira comunhão (Yvonne Cavalleiro moça)”.

Em 2018, Evelyn Caroline Nascimento Lavor defende dissertação de mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com o título: “Primeira Comunhão (c.1911) de Eliseu d’Angelo Visconti: sua significação na produção artística de seu tempo”. Em sua pesquisa, Evelyn comprova a hipótese lançada em 2010 por Mirian Seraphim, em sua tese de doutorado, sobre a participação desta pintura na EGBA de 1912, e a posterior retirada de uma faixa de tela na margem inferior, pois verifica que a parte da tela, hoje dobrada e fixada sobre o chassi, contém pintura, sustentando que foi cortada em algum momento entre 1912 e 1920. Em sua dissertação, Evelyn chega a calcular que a tela “teria perdido, considerando uma margem de erro, 44 centímetros de altura e 11 de largura”. Ela também observa na composição elementos que se encontram hoje quase camuflados – pombas que tocam o lado direito da figura -, talvez devido ao escurecimento da pintura, pela ação do tempo sobre o verniz.


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