Utilize o campo abaixo para pesquisar obras por título ou código de identificação:

Selecione uma ou mais características para filtrar a sua pesquisa.

P222 - Retrato de Gonzaga Duque


Assinatura

Inscrições

A ficha catalográfica dessa obra no museu indica a inscrição da assinatura e de uma dedicatória: “Ao Gozaga Duque”, que não pode mais ser vista no original.

Procedência

Coleção Gonzaga Duque
1937 – Transferida da Pinacoteca da ENBA para o recém-criado MNBA.

Localização Atual Exposições Individuais Exposições Coletivas Publicações Comentários

O retratado (Rio de Janeiro, 1863-1911) foi jornalista, crítico de arte, desenhista, pintor e escritor. Publicou em vida A arte Brasileira (1888), o romance simbolista, Mocidade Morta (1899), e Graves e frívolos (1910). Postumamente, suas crônicas e críticas foram editadas em Contemporâneos (1929), incluindo uma longa apreciação da Exposição Individual de Visconti, originalmente publicada em O Paiz, 2 de julho de 1901. Foi o crítico da arte brasileira mais influente de finais do séc. XIX à primeira década do XX. Sua amizade com Visconti ficou registrada em cartas trocadas entre eles, hoje arquivadas no MNBA e na Casa de Rui Barbosa. Na primeira delas (25 jun. 1901), Gonzaga Duque inicia: “Ao mestre do desenho e da palheta”; e outra (27 fev. 1910): “Meu bom amigo e illustre professor Visconti”, quando lhe apresenta uma amadora para que aceite como aluna. Uma carta de Visconti a Gonzaga Duque, em 23 de novembro de 1908, tem o objetivo de informar o envio do retrato que fizera do amigo e comunicar sua viagem à Europa, dentro de dois dias, avisando-lhe que na volta, aplicaria uma camada de verniz definitiva à tela. Outras duas cartas, de março e maio de 1909, em que ambos se tratam por “Meu caro” e assinam como: “amigo e grande admirador”, no caso de Gonzaga, e “amigo-velho” no caso de Visconti, tratam de visitas mútuas entre as duas famílias.

Na sua primeira exibição, em 1910, o Jornal do Commercio publicou: “No retrato do sr. Gonzaga Duque, a caracterização se faz pelo modo cuidadoso como o artista modelou o retratado, interpretou as suas feições, analysou e traduziu os seus traços caracteristicos, a sua attitude, o seu gesto, o seu particular modo de vestir, diriamos quasi o seu andar: é isso tudo feito de um modo que, bem pintado como está, se reconhece o caracter do modelo”. Nas resenhas sobre a 19ª EGBA, esse retrato foi sempre destacado, e o jornal A Noite, 8 de outubro de 1912, anuncia que uma proposta de aquisição desta pintura havia sido entregue ao ministro da Justiça. No entanto, apesar da importância do retratado e do fato dele ter falecido um ano antes, a pintura não foi adquirida nessa ocasião. No catálogo da Exposição Retrospectiva, em 1922, ela consta como propriedade da viúva Gonzaga Duque. Segundo os registros do MNBA, ela foi transferida da Pinacoteca da ENBA, em 1937, sem nenhuma outra informação. No Dicionário Crítico da Pintura no Brasil, foi mencionada em verbete especial, na p. 444, e reproduzida na p. 224; e é capa do catálogo Gonzaga Duque, um crítico no museu, do MNBA.


Obras Relacionadas


Documentos Relacionados