Cronologia

1866

Eliseu d’Angelo Visconti nasce em 30 de julho, na Vila de Santa Caterina, Comuna de Giffoni Valle Piana, Salerno, Itália.


c.1873

Por influência de D. Francisca de Souza Monteiro de Barros, a Baronesa de Guararema, vem para o Brasil com sua irmã Marianella.


1882

Inicia seu aprendizado artístico matriculando-se no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde é aluno de Victor Meirelles e Estevão Silva.


1883

Recebe Medalha de Bronze em Ornatos do Liceu de Artes e Ofícios.


1884

Recebe a Primeira Medalha de Bronze em Ornatos (cópia de gesso), Menção Honrosa em escultura, o Prêmio Conselheiro João Alfredo e a Primeira Medalha de Bronze em Escultura (Prêmio 9 de junho).

Recebe incentivo do Imperador D. Pedro II para ingressar na Academia Imperial de Belas Artes.


1885

Recebe, ainda no Liceu, a Terceira Medalha de Prata em Ornatos.

Matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes, onde será aluno de Victor Meirelles, José Maria de Medeiros, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli.


1886

Recebe a Primeira Medalha de Prata em Desenho de Ornatos, conferida pelo Liceu de Artes e Ofícios.

Recebe a Pequena Medalha de Ouro em Desenho Figurado e a Medalha de Prata em Modelo Vivo, conferidas pela Academia Imperial de Belas Artes.


1888

Recebe a Medalha de Prata em Paisagem, conferida pela Academia Imperial de Belas Artes.

A Sociedade Propagadora das Belas Artes o admite como professor de Desenho Elementar no Liceu de Artes e Ofícios.


1889

Passa a ministrar aulas de Desenho Figurado no Liceu de Artes e Ofícios. Na Academia Imperial de Belas Artes recebe a Grande Medalha de Ouro em Paisagem, a Medalha de Prata em Pintura Histórica e a Pequena Medalha de Ouro em Modelo Vivo.


1890

Em março, participa da exposição oficial, recebendo Menção Honrosa, e tem dois de seus trabalhos indicados para integrar a nova galeria da Academia.

Com o grupo de estudantes denominados “novos” ou “modernos” e alguns professores da Academia de Belas Artes rebela-se contra as normas de ensino vigentes e participa como aluno da fundação do Ateliê Livre, inscrevendo-se no curso de pintura instalado em barracão no Largo de São Francisco.

Em novembro, após a reforma que instituiu a Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), participa da exposição dos trabalhos realizados nos cursos livres de belas-artes do Ateliê Livre, sendo destacado pela crítica.


1891

Torna-se sócio benemérito da Sociedade Propagadora de Belas Artes.

Recebe a Medalha de Ouro em Pintura, com a obra Mamoeiro, e a Medalha de Prata em Modelo Vivo.


1892

Vence o primeiro concurso da República na Escola Nacional de Belas Artes, conquistando o Prêmio de Viagem à Europa.


1893

Embarca para a Europa em 28 de fevereiro, a bordo do navio Congo.

Ingressa na Academia Julian, atelier de Bouguereau e Ferrier, sendo que o primeiro lhe serve de referência ao se candidatar para o ensino oficial da École.

Na Academia Julian frequenta também o atelier de Benjamin Constant e Jean Paul Laurens.

Através de concurso, ingressa na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts, de Paris. Dentre 321 candidatos que se apresentaram ao concurso, obtém ao final a sétima colocação entre os 84 concorrentes que lograram ultrapassar a fase eliminatória dos exames.

Participa da “World’s Columbian Exposition” em Chicago, EUA, com 8 paisagens a óleo e recebe medalha por mérito especial.


1894

Abandona a École des Beaux-Arts e passa a cumprir as tarefas exigidas pela sua condição de pensionista na Académie Julian.

Expõe no “Salon des Champs-Elysées” os quadros No verão e A Leitura.

Na “1ª Exposição Geral de Belas Artes”, no Rio de Janeiro, recebe a Medalha de 2ª Classe pela tela No Verão.

Ingressa na École Guérin, onde será aluno de Eugène Grasset, uma das mais destacadas expressões do art nouveau.


1895

Expõe novamente no Salon des Champs-Elysées, desta vez com as obras Comungantes e Retrato do Maestro  Alberto Nepomuceno, sendo a primeira reproduzida no catálogo oficial do salão.


1895/96

Realiza diversas viagens a Madri, onde, no Museu do Prado, executa cópias de quadros de Velásquez, entre as quais A Rendição de Breda, em tamanho natural, pela qual receberia voto de louvor dos professores da Escola Nacional de Belas Artes.


1896

Expõe A Convalescente no “Salão da Secessão de Munique”.

Expõe A Convalescente e Nu Deitado no Salon des Champs-Elysées.

Em novembro, na Europa, começa a circular o primeiro número da Revue du Bresil, cuja capa foi criada por Visconti. Em matéria no interior da revista é reproduzida a tela A Rendição de Breda, cópia de Velásquez.


1897

Participa do “Salon du Champ de Mars” com Sonho Místico e Fatigada.

Armand Silvestre publica, no 24º volume de sua coleção “Le Nu au Salon”, a reprodução de uma pintura de Visconti, à qual dedica duas poesias.


1898

Termina o curso na École Guérin.

Expõe, no “Salon du Champ-de-Mars”, a tela Recompensa de São Sebastião e um estudo de nu.

Recebe o 1º Premio de Esquisse na Académie Julian, com a obra Na fonte.

Conhece e torna-se companheiro da jovem francesa Louise Palombe, com quem ficaria casado pelo resto de sua vida.


1899

Novamente no Salon du Champ-de-Mars, expõe as telas O Beijo e Gioventú, sendo esta reproduzida no catálogo oficial do salão.


1900

Recebe a Medalha de Prata na “Exposition Internationale Universelle” de Paris, por suas telas Gioventú e Oréadas, e Menção Honrosa na Seção de Arte Decorativa e Artes Aplicadas.

Terminado o período do Prêmio de Viagem, retorna ao Brasil.


1901

Realiza sua primeira exposição individual na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, apresentando 60 quadros e 28 trabalhos de arte decorativa e arte aplicada à indústria.

Executa cartaz alegórico em homenagem a Santos Dumont.

Nasce no dia 14 de julho, em Saint Hubert, França, sua primeira filha, Yvonne.


1902

Participa da “Exposição Geral de Belas Artes”, recebendo a Medalha de Ouro de 1ª Classe pelo quadro Retrato do Sr. Simas. No mesmo Salão, o júri da Seção de Artes Aplicadas à Indústria lhe confere a Medalha de Prata de 2ª classe, pelo conjunto da obra exposta.

Na edição de junho, a revista inglesa The Studio reproduz suas obras Gioventú e Recompensa de São Sebastião, acompanhadas de breve comentário.


1903

Realiza em março, desta vez em São Paulo, uma exposição individual, para a qual leva a maioria das obras expostas no Rio, em 1901. Na inauguração, conta com a presença do então presidente do estado, Dr. Bernardino de Campos.

Cria, para a fábrica de cerâmica e vidro de Américo Ludolf, cerâmicas e vasos decorados com elementos da flora brasileira e figuras femininas de inspiração art nouveau.

Desenha o ex-libris e o emblema para a Biblioteca Nacional.


1904

Na “Universal Exposition of Saint Louis”, comemorativa da aquisição do Território de Lousiana pelos EUA, recebe a medalha de ouro em pintura com a obra Recompensa de São Sebastião. Na mesma exposição expõe mais quatro telas a óleo, cinco desenhos e trinta e cinco trabalhos de design (projetos diversos e cerâmicas), recebendo uma medalha de bronze por esses trabalhos.

É declarado vencedor dos três concursos de selos postais e cartas-bilhete, organizados pela Casa da Moeda.

A Biblioteca Nacional executa o ex-libris e o emblema da Instituição, a partir dos desenhos de Visconti.

A revista francesa “L’Illustration” reproduz todos os projetos de selos de Visconti.

Retorna a Paris em junho no vapor Atlantique e volta a freqüentar a Academia Julian, no ateliê de J. P. Laurens e Benjamin Constant.


1905

A tela A Convalescente é reproduzida na publicação Louisiana and the Fair: an exposition of the world, its people and their achievements, referente à “Universal Exposition of Saint Louis”, de 1904.

Expõe no “Salon du Champ-de-Mars”, em Paris, o Retrato da Escultora Nicolina Vaz de Assis e o Retrato de Mlle. B. Lindheimer, este último reproduzido no catálogo oficial do salão.

Recebe em Paris o convite do prefeito Pereira Passos para executar as decorações do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.


1906

Retorna ao Rio de Janeiro em fevereiro, no vapor Aragon, trazendo os estudos para o pano de boca e assina com a Prefeitura do Distrito Federal o contrato para execução das decorações do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Expõe na Casa Vieitas, no Rio de Janeiro, a esquisse (esboço) do pano de boca para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2 de maio, no vapor Atlantique, parte novamente para Paris.


1905/07

Em ateliê alugado em Paris, executa as decorações do pano de boca, do plafond sobre a plateia, do friso sobre o proscênio e dos triângulos do teto para a sala de espetáculos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.


1906

Entre abril e junho, no “Salon du Champ-de-Mars”, expõe a tela Maternidade e uma paisagem Jardim de Luxemburgo, apresentada com o título En Semaine.

Em junho, é nomeado para substituir Henrique Bernardelli na primeira cadeira de Pintura da Escola Nacional de Belas Artes.


1907

Entre abril e junho, no “Salon du Champ-de-Mars”, expõe as telas A Carta e uma paisagem do Jardim de Luxemburgo.

Em 21 de junho, visita a Opera de Paris para estudar a instalação e o alçamento do pano de boca desse teatro.

Expõe, entre 20 e 28 de julho, no seu ateliê no Boulevard du Chateau, em Neuilly, Paris, todos os trabalhos executados para o Theatro Municipal. O prefeito Pereira Passos e o ex-presidente Rodrigues Alves comparecem à exposição.

Entre 29 de agosto e 1° de setembro, faz uma visita à comuna de Castres, para pesquisar o processo de marouflage da decoração da cúpula do seu Teatro Municipal, realizada em 1904 por Jean-Paul Laurens, seu professor na Académie Julian”.

Retorna ao Brasil em outubro, no vapor Nille, trazendo consigo os trabalhos do Teatro Municipal.


1908

Orienta os trabalhos de montagem de suas pinturas no Teatro Municipal, tendo o pano de boca sido colocado em abril de 1908.

Em março, toma posse do cargo de professor de Pintura, na Escola Nacional de Belas Artes.

Constrói um prédio de três pavimentos para abrigar seu ateliê na Av. Mem de Sá, no Rio de Janeiro, em terreno adquirido da escultora Nicolina Vaz de Assis. O ateliê foi montado no 2º andar, acima de um apartamento no 1º andar e de duas lojas no térreo.

Participa da Seção de Belas-Artes da Exposição Nacional, realizada na Praia Vermelha, Rio de Janeiro, com várias de suas principais obras, e obtém o Grande Prêmio em Pintura e a Medalha de Ouro em Artes Aplicadas.

Retorna a Paris em novembro.


1909

Oficializa sua união com Louise Palombe, casando-se na Commune des Essarts Le Roi, França, no dia 14 de janeiro.

Vem com a família para o Brasil e instala-se no imóvel da Av. Mem de Sá.


1910

Realiza em janeiro uma pequena exposição individual na Casa Vieitas, onde mostra pela primeira vez o Retrato de Gonzaga Duque;

Nasce em 30 de julho seu segundo filho, Tobias. Muda-se com a família para a Ladeira do Barroso (atual Ladeira dos Tabajaras), em Copacabana.

Participa da “Exposición Internacional de Bellas Artes”, aberta em 19 de setembro, um dia após a inauguração do Museo Nacional de Bellas Artes, de Santiago do Chile, com as telas Maternidade, Sonho Místico e Retrato da escultora Nicolina Vaz de Assis, e mais 14 itens de arte decorativa; O governo do Chile adquire sua obra Sonho Místico, por 4.500 francos.


1911

Participa da “Primeira Exposição Brasileira de Belas Artes”, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, com as telas Maternidade, A Carta, A Providência Guia Cabral e Retrato de Yvonne. A exposição teria sido o ponto de partida para a aquisição da tela Maternidade pelo governo do estado de São Paulo.


1911/12

Executa dois painéis decorativos para a Biblioteca Nacional, denominados InstruçãoO Progresso.


1913

Participa da “2ª Exposição Brasileira de Belas Artes”, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, com as telas Anunciação, Dedo de Deus e Primavera.

Pede demissão do cargo de professor da Escola Nacional de Belas Artes e viaja em 3 de junho para Paris com a família, no navio La Gascogne, onde executará as decorações do teto do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, após vencer concurso aberto pela Prefeitura do Distrito Federal.


1913/15

Trabalha na decoração do foyer em seu ateliê em Paris.


1914

Expõe A Providência Guia Cabral no Salon des Champs-Elysées.


1915

Nasce em 03 de janeiro seu terceiro filho, Afonso, registrado no consulado brasileiro da França;

Expõe em seu ateliê da Rua Didot, em Paris, as pinturas executadas para o teto do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Regressa ao Brasil em novembro, no vapor Oronza, chegando ao Brasil em 16 de dezembro. Os painéis do foyer não vieram com Visconti, sendo transportados no vapor Liger, que chega ao Brasil em 27 de dezembro. A família permanece em Saint-Hubert, nos arredores de Paris.


1916

Após a colocação dos painéis do foyer, concluída em março, retorna à França em abril do mesmo ano, no vapor Frísia, para juntar-se à família.


1916/20

Na residência da família de sua esposa, em Saint-Hubert, realiza diversas paisagens impressionistas, por muitos consideradas, em conjunto com aquelas que seriam realizadas em Teresópolis, como o que de melhor o artista produziu.


1917

Curta viagem à Itália, para visitar a mãe, que veio a falecer dois anos depois.


1919

Expõe no “Grand Palais”, em salão conjunto da “Société des Artistes Français” e da “Société Nationale des Beaux-Arts” a tela Ronda de Crianças, sob o título Les enfants joyeux.


1920

Entre abril e junho, expõe as telas Vitória de Samotracia, A Família e Cura de Sol e os desenhos Nus e Tendresse, no “Salon du Champ-de-Mars”.

Em junho, retorna definitivamente ao Brasil com sua família no vapor Samara, aqui chegando no dia 30.

Em agosto, realiza uma exposição individual, na Galeria Jorge, Rio de Janeiro, apresentando 38 obras, a maioria pintada na França. O Presidente Epitácio Pessoa comparece à exposição.

Dirige um curso particular de pintura na Rua das Laranjeiras, 39, tendo entre seus alunos o pintor Manoel Santiago.


1921

Apresenta três projetos de selos para concurso realizado no Rio de Janeiro, em comemoração ao Centenário da Independência.


1922

Pelo conjunto de sua obra, é agraciado com a Medalha de Honra na “Exposição Comemorativa do Centenário da Independência” (29ª EGBA).


1922/23

Conclui, com a colaboração de Oswaldo Teixeira, a decoração do vestíbulo do Conselho Municipal, atual Câmara dos Vereadores (Palácio Pedro Ernesto), na Cinelândia.


1924/26

Recebe a incumbência e executa o painel decorativo da Câmara dos Deputados (hoje Assembléia Legislativa do Rio, Palácio Tiradentes, na Praça XV de Novembro), representando a assinatura da primeira Constituição republicana de 1891.


1926

Na Galeria Jorge, no Rio de Janeiro, realiza em setembro nova exposição de arte decorativa e arte aplicada às indústrias, reapresentando os trabalhos antigos e expondo agora os selos postais premiados em 1904, bem como o ex-libris e o emblema da Biblioteca Nacional.


1927

Constrói sua casa de veraneio em Teresópolis e inicia a fase em que executa trabalhos retratando a paisagem daquela região serrana, à qual incorpora figuras de sua família, sob a luz tropical, criando um impressionismo próprio.

Participa com Assis Chateaubriand e Frederico Barata dos primeiros esforços para criação de um museu de arte em São Paulo, com a doação de quatro telas.


1931

Executa desenho para estilização das armas municipais do Rio de Janeiro, a pedido do prefeito Adolpho Bergamini.

Zaco Paraná executa o busto de Eliseu Visconti, em bronze.


1934

Recebe Menção Honrosa no “1º Salão Paulista de Belas Artes”.


1934/36

Com a reforma do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que previa o alargamento da boca de cena, executa um novo friso sobre o proscênio intitulado As nove musas recebem as ondas sonoras, que seria colocado sobre o original. Nesse trabalho foi auxiliado por sua filha Yvonne Visconti Cavalleiro, por seu genro Henrique Cavalleiro e por seus discípulos Agenor César de Barros e Martinho de Haro.

Nesse mesmo período da reforma do Teatro Municipal, foi professor do primeiro curso de extensão universitária de artes decorativas, que funcionou junto à Escola Politécnica do Rio de Janeiro, organizado pelo Professor José Flexa Ribeiro.


1935

Expõe seu trabalho Minha filha Yvonne na exposição em Pitsburg, EUA, “The 1935 International Exhibition of Painting”, no Carnegie Institute


1937

Convidado por Lucílio de Albuquerque, integra a comissão examinadora do concurso para professor catedrático de Arte Decorativa da Escola Nacional de Belas Artes.


1938

Restaura o pano de boca do Teatro Municipal, que é acrescido de adendos laterais, por conta do alargamento do proscênio.


1940

Com a tela A Providência Guia Cabral participa da Exposição do Mundo Português, em Lisboa, comemorativa da Fundação do Estado Português e da Restauração da Independência de Portugal.


1941

Sua tela Gioventú é doada ao Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro, pelo seu proprietário, E. G. Fontes.


1942

Doa para a prefeitura do então Distrito Federal os estudos originais realizados para as decorações do Theatro Municipal. É criado o Museu Evocativo do Theatro Municipal, por iniciativa do prefeito do Rio de Janeiro, para abrigar as obras doadas por Visconti.


1943

Em julho, recebe convite do Ministro da Educação Gustavo Capanema para realizar, no próximo ano, uma grande exposição dos seus trabalhos.


1944

Participa de uma comissão, criada por Oswaldo Teixeira, encarregada de selecionar obras de Castagneto para uma exposição retrospectiva no Museu Nacional de Belas Artes.

Em julho sofre um assalto em seu ateliê da Av. Mem de Sá, 60, sendo golpeado na cabeça.

Falece no dia 15 de outubro, aos 78 anos de idade, em sua residência, na Ladeira dos Tabajaras, Copacabana, Rio de Janeiro.

É lançado o livro sobre a vida e a obra de Eliseu Visconti, de autoria de Frederico Barata, intitulado Eliseu Visconti e Seu Tempo, pela Editora Zelio Valverde.


1945

A Academia Carioca de Letras presta homenagem a Eliseu Visconti em sessão especial presidida por Carlos Sussekind de Mendonça. Foram oradores Oswaldo Teixeira, Frederico Barata e Carlos da Silva Araújo.

O Salão Paulista de Belas Artes concede a Eliseu Visconti a Grande Medalha de Ouro, como homenagem póstuma.

Inaugurada a Sala Eliseu Visconti no Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, no Rio de Janeiro.


1949

O Museu Nacional de Belas Artes inaugura em novembro grande “Exposição Retrospectiva da obra de Eliseu Visconti”, com 285 trabalhos do artista expostos em 9 salas do Museu.

Fundado em São Luis do Maranhão o Núcleo Eliseu Visconti, por artistas e intelectuais como Floriano Teixeira, J. Figueiredo, Luci Teixeira, Ferreira Gullar, Bandeira Tribuzzi, Lago Burnett e outros, com o objetivo de renovar o ambiente cultural da capital maranhense.


1952

Em março, é inaugurado o busto de Eliseu Visconti, no foyer do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e uma exposição no Museu dos Teatros, com os documentos relativos à decoração, croquis, estudos e outras obras de Visconti.


1953/54

A “II Bienal do Museu de Arte Moderna do Estado de São Paulo” realiza, em sala especial, a exposição de 37 obras de Eliseu Visconti, organizada por José Simeão Leal, e lança catálogo em separado para o evento.


1956

A revista O Tico-Tico homenageia Eliseu Visconti com uma matéria sobre o artista.


1962

Em Curitiba, no Salão do Paraná e 17º Salão Paranaense de Belas Artes, comemorativo do Cinquentenário da Universidade do Paraná, é apresentada a Sala Especial Eliseu Visconti, com 5 pinturas do artista do acervo do MNBA.


1966

O Departamento de Correios e Telégrafos lança selo comemorativo do centenário de nascimento de Eliseu Visconti.


1967

O Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realiza exposição comemorativa do centenário de nascimento do artista, de 30 de julho a 31 de agosto.

Eliseu Visconti, junto com Tarsila do Amaral e Vicente do Rego Monteiro, é selecionado pelo professor e museógrafo americano Stanton Catlin, especialista em arte latino-americana, para representar o Brasil como pioneiro, na exposição dos “Precursores da Arte na América: 1860-1930”, organizada na cidade de Nova Iorque pelo “Center for Inter-American Relation”.


1971

Eliseu Visconti Cavalleiro, cineasta, neto do artista, realiza sob sua produção, direção e fotografia os curta metragens em 35 mm Gioventu, a cores, e Eliseu Visconti-Artes Gráficas, em preto e branco, este com montagem de Julio Bressani.


1972

Willys de Castro inclui uma tela de Visconti no cartaz comemorativo do Cinqüentenário da Semana de Arte Moderna.


1976

É realizada em Paris, por inciativa de O GLOBO e da Rede Globo de Televisão, exposição dos 18 artistas brasileiros mais importantes do século XX. Nessa exposição, realizada entre os dias 23 de abril e 5 de maio na Galeria Artcurial, Eliseu Visconti participa com a tela Maternidade.


1977

Por iniciativa cultural da Rede Globo e da Cia. Bandeirantes de Seguros, é realizada na Galeria Arte Global, em São Paulo, de 12 a 31 de dezembro, “Exposição Retrospectiva de Eliseu Visconti”, com 32 pinturas de coleções particulares.


1978

Com o apoio da Fundação Roberto Marinho e da Rede Globo, é realizada a “Exposição Itinerante de Eliseu Visconti”, com as 32 obras da exposição precedente, nas capitais:
Goiânia/GO – de 05 a 14 de janeiro, na Galeria Casa Grande;
Belo Horizonte/MG – de 18 a 28 de janeiro, no Palácio das Artes, Grande Galeria;
Salvador/BA – de 16 a 25 de fevereiro, no Museu de Arte Moderna da Bahia;
Olinda/PE – de 02 a 11 de março, no Museu de Arte Sacra;
Brasília/DF – de 17 a 31 de março, realização da Fundação Cultural do Distrito Federal, e apoio da CEB, na Galeria “A”, com catálogo prefaciado por Mario Barata;
Rio de Janeiro – de 06 a 15 de abril, no Museu Nacional de Belas Artes.


1983

No Solar Grandjean de Montigny, o Centro Cultural da PUC-RJ e a Funarte realizam, de 16 de agosto a 17 de setembro, a exposição “Eliseu Visconti e a Arte Decorativa”, organizada por Irmã Arestizabal, com catálogo completo sobre a obra pioneira do artista nesse campo.

A exposição “Eliseu Visconti e a Arte Decorativa” é levada para a Galeria Oswaldo Goeldi, em Brasília, no mês de outubro.


1983/84

A exposição “Eliseu Visconti e a Arte Decorativa” é levada para o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de dezembro de 1983 a janeiro de 1984.


1990

Na sala Joaquim Lebreton, do Museu Nacional de Belas Artes, é realizada a exposição “Eliseu d’Angelo Visconti”, em comemoração ao Centenário da Reforma da Escola Nacional de Belas Artes.


1993

A Art Editora e a Engeform S.A. publicam o livro Visconti/Bonadei, contendo reproduções coloridas de importantes obras dos dois artistas.


1994

O Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realiza exposição comemorativa do cinqüentenário de falecimento de Eliseu Visconti, com 50 obras do artista e curadoria de Nagib Francisco.


1996

A Fundação Casa França-Brasil e o Museu dos Teatros realizam a exposição “Estudos de Eliseu Visconti”, na qual são apresentados os estudos que o artista desenvolveu para as decorações do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.


1998

De 8 de outubro a 27 de dezembro, o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, apresenta a exposição Gioventú – Desenhos de Amador Perez, na qual o artista expõe três séries de vinte um desenhos cada, inspirados na tela Gioventú, de Eliseu Visconti, propondo leituras diversas da obra.


1999

É executada a completa restauração do pano de boca do Theatro Municipal do Rio, como parte das comemorações dos 90 anos do Teatro. Do projeto de restauro participaram o Sistema FIRJAN, o BNDES, a PETROBRAS e a Associação dos Amigos do Theatro Municipal (AATM).


2000

É realizada no Centro Cultural da UERJ, de 20 de setembro a 6 de outubro, a exposição “Eliseu Visconti Designer”, composta de reproduções das obras do artista em painéis digitais, com curadoria dos professores Guilherme Cunha Lima e Edna Lucia Cunha Lima. A exposição, parte integrante do Seminário Internacional Brasil/Itália, foi apresentada também na Escola Superior de Desenho Industrial-ESDI (ESDI-Visconti Designer), entre 01 e 15 de novembro.

De 15 de abril a 16 de maio é realizada a exposição “Eliseu Visconti – Estudos do Corpo”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.


2000/01

A exposição “Eliseu Visconti Designer” é apresentada, de 20 de novembro de 2000 a 20 de janeiro de 2001, na Associação de Design Gráfico-ADG, em São Paulo.


2001

A exposição “Eliseu Visconti Designer” é apresentada, de março a maio, na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

2002

É inaugurado o Espaço Cultural Eliseu Visconti na Biblioteca Nacional, à Rua México, Centro, no Rio de Janeiro.


2004

Eliseu Visconti Cavalleiro, cineasta, neto do artista, realiza sob sua direção, montagem, edição e fotografia o filme Em Busca de Uma Atmosfera, curta metragem a cores em vídeo, cujo tema central é sobre a fase impressionista da obra de Visconti, com patrocínio da Rio Filmes e da prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Ana Heloisa Molina conclui na Universidade Federal do Paraná sua tese de doutorado intitulada A influência das artes na civilização : Eliseu d’Ângelo Visconti e modernidade na primeira republica, na qual analisa as idéias de “civilização” e “modernidade” no período da História do Brasil denominado de Primeira República, sob o enfoque da trajetória artística e produção pictórica de Eliseu Visconti.


2005

A família de Eliseu Visconti faz a doação de cerca de 200 documentos originais do artista ao Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, incluindo o cartão preparatório, com cerca de 5 m2, para o pano de boca do Theatro Municipal.

Em outubro, Tobias Stourdzé Visconti, neto de Eliseu Visconti, lança o site oficial do artista e cria o Projeto Eliseu Visconti, com o objetivo de preservar e divulgar a obra do pintor.


2006

Em janeiro, o Projeto Eliseu Visconti passa a contar com o apoio da Hólos – Consultores Associados para a produção de eventos, empresa de Christina Gabaglia Penna.


2007

De 28 de agosto a 30 de setembro de 2007, no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, Rio de Janeiro, é realizada a exposição “Eliseu Visconti – Arte e Design”, primeiro evento do Projeto Eliseu Visconti. A exposição, com curadoria do Prof. Rafael Cardoso, apresentou os principais projetos de Visconti relacionados ao design. Comemorando o centenário da primeira exposição em Paris das decorações do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (pano de boca, friso sobre o proscênio e plafond), foram também apresentados os estudos realizados pelo artista para essas decorações.


2008

No dia 13 de maio é constituída a Associação Cultural Eliseu Visconti, para representar como pessoa jurídica as atividades do Projeto Eliseu Visconti.

Constituída, em 16 de julho, a Comissão de Autenticação das Obras de Eliseu Visconti, que tem como principal objetivo avaliar a autenticidade das obras do artista para sua posterior catalogação. A Comissão foi formada pelas historiadoras de arte Christina Gabaglia Penna, Mirian Nogueira Seraphim e Ana Maria Tavares Cavalcanti e pelos professores e restauradores Edson Motta Júnior e Cláudio Valério Teixeira.

No dia 1º de outubro, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, e no dia 04 de outubro, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, foi lançado o livro “Eros Adolescente: No verão de Eliseu Visconti”, de autoria de Mirian N. Seraphim. Mestre em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas e professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso, Mirian apresenta em seu livro um novo olhar sobre a obra de Eliseu Visconti e desenvolve um estudo especial sobre a tela No verão, fruto de mais de sete anos de pesquisa.

É lançado o livro da Editora da Unicamp “Coleção Cadernos de Desenho – Eliseu Visconti”, organizado pela professora Lygia Eluf, do Departamento de Artes Plásticas do Instituto de Artes. Com texto da professora e historiadora Ana Maria Tavares Cavalcanti, o “Caderno de Desenhos” apresenta sessenta desenhos de Visconti realizados entre 1904 e 1906, reveladores de parte do processo de criação e do cotidiano do artista.

Em seu trabalho de pós-doutoramento em engenharia pela Coppe/UFRJ, a pesquisadora Cristiane Calza, através de radiografia computadorizada, analisou Gioventù, que revelou um estudo para Recompensa de São Sebastião por baixo de sua camada pictórica visível a olho nu. Utilizando um aparelho portátil de fluorescência de raios X, sistema por ela desenvolvido, descobriu na mesma tela pigmentos utilizados por Visconti: branco de chumbo, viridian, óxido de cromo, amarelo ocre e azul de cobalto.

De 04 de outubro a 07 de dezembro, a Pinacoteca do Estado de São Paulo apresentou a exposição “Eliseu Visconti – Arte e Design”, primeiro evento do Projeto Eliseu Visconti. A exposição em São Paulo, com curadoria do Prof. Rafael Cardoso, atraiu mais de 70.000 visitantes e mostrou os principais projetos de Visconti relacionados ao design.


2009

Tem início em fevereiro a completa restauração das pinturas do “foyer” do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, executadas por Eliseu Visconti em Paris, entre 1913 e 1915.

De 27 de janeiro a 08 de março, é levada para Salvador/BA a exposição “Eliseu Visconti – Arte e Design”, primeiro evento do Projeto Eliseu Visconti. A exposição, realizada na Caixa Cultural Salvador, mostrou os principais projetos de Visconti relacionados ao design e apresentou também os estudos realizados pelo artista para as decorações do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (pano de boca, friso sobre o proscênio e plafond), cujo centenário se comemora em 2009.

Também em fevereiro é lançado pela Cortez Editora o livro infantil “O Pano de Boca”, de autoria de Sandra Pina e ilustrado por Thais Linhares. A história do livro tem como cenário o pano de boca do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tela pintada por Eliseu Visconti em Paris, entre 1905 e 1907.

No dia 3 de julho, o eletricista Alexandre Alves, integrante da equipe que executa a reforma do Theatro Municipal para a festa do seu centenário, faz descoberta surpreendente: em um vão entre duas paredes, encontra a pintura do friso sobre o proscênio primitivo. Preservado e escondido há mais de setenta anos, os historiadores acreditavam que a pintura teria sido destruída ao ser substituída por Eliseu Visconti em 1936.

De 10 de setembro a 18 de outubro é levada para Brasília a exposição “Eliseu Visconti – Arte e Design”, primeiro evento do Projeto Eliseu Visconti. A exposição, realizada na Caixa Cultural Brasília, mostra os principais projetos de Visconti relacionados ao design e apresenta também os estudos realizados pelo artista para as decorações do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (pano de boca, friso sobre o proscênio e plafond), cujo centenário se comemora em 2009.

No primeiro dia de outubro é lançado em Uberlândia/MG o livro “A arte na belle époque – o simbolismo de Eliseu Visconti e as musas”, de autoria de Valéria Ochoa Oliveira. Mestre em História pela Universidade Federal de Uberlância e professora da mesma Universidade, Valéria desenvolve em seu livro tema que tem como foco o significado cultural da pintura do teto do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, painel pintado por Eliseu Visconti em Paris, entre 1913 e 1915.


2010

Concluída em fevereiro a completa restauração das pinturas do “foyer” do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, executadas por Eliseu Visconti em Paris, entre 1913 e 1915. Consideradas por diversos críticos de arte como a obra prima da pintura decorativista no Brasil, as pinturas do “foyer” foram bastante danificadas, atingidas pelas infiltrações na cúpula do Theatro. Antiga reivindicação do Projeto Eliseu Visconti, a restauração dos painéis de Visconti foi incluída nas obras de recuperação do Theatro, no ano de seu centenário, pela Presidente da Fundação, Carla Camurati. Com a coordenação da Holos Consultores Associados, os trabalhos, iniciados pela equipe do Professor Domingo Tellechea, foram desenvolvidos pela equipe de Maria Cristina da Silva Graça. As demais pinturas de Eliseu Visconti no Theatro – pano de boca, plafond e friso sobre o proscênio – também foram objeto de reparos e limpeza, trabalhos executados pela equipe de Humberto Farias de Carvalho. Todos os trabalhos de restauro contaram com a consultoria dos Professores Cláudio Valério Teixeira e Edson Motta Júnior.


2011

Lançado o Catálogo de Obras de Eliseu Visconti, acoplado ao site oficial do artista.


2011/12

Realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 10 de dezembro de 2011 e 26 de fevereiro de 2012, e no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, entre 04 de abril e 24 de junho de 2012, a grande exposição retrospectiva “Eliseu Visconti – A Modernidade Antecipada”. A mostra, que teve a curadoria de Mirian N. Seraphim, Rafael Cardoso e Tobias Stourdzé Visconti, apresentou cerca de 230 obras abrangendo todas as vertentes da eclética produção de Visconti, além de cerca de cinqüenta itens referentes a mobiliário e documentos pertencentes ao artista.


2012

Em março, Edson Motta Jr. e Cláudio Valério Teixeira solicitam o desligamento da Comissão de Autenticação das Obras de Eliseu Visconti e são substituídos pelos historiadores de arte Arthur Gomes Valle e Ivan Coelho de Sá, e pela restauradora Mônica Dias de Souza. As historiadoras de arte Ana Cavalcanti, Christina Penna e Mirian Seraphim permanecem na Comissão, que passa a contar com seis membros.

Lançado no dia 14 de setembro, na Livraria da Travessa, o livro oficial do Projeto Eliseu Visconti intitulado “Eliseu Visconti – A Arte em Movimento”. Organizado por Tobias Stourdzé Visconti e com textos de diversos autores, o livro traz informações atualizadas sobre a vida e a obra do artista, resultado de intenso trabalho de pesquisa realizado desde 2005 pelo Projeto.


2013

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro presta grande homenagem a Eliseu Visconti, apresentando o artista em todo o material de divulgação do Vestibular Estadual de 2014. No Manual do Candidato, nos cartazes e nos folders para o Vestibular 2014 foram reproduzidas obras de Visconti, com ênfase para as paisagens que o consagraram como o mais expressivo representante da pintura impressionista no Brasil.

A Folha de São Paulo lança em setembro o volume referente a Eliseu Visconti da “Coleção Grandes Pintores Brasileiros”. O livro, com texto de Maria Izabel Branco Ribeiro, Diretora do Museu de Arte Brasileira da FAAP, foi fartamente ilustrado com imagens de importantes obras do artista.


2014

Lançado em maio o livro “Vida e Obra de Eliseu d’Angelo Visconti”, de autoria de Nagib Francisco, estudioso da obra do artista e curador da exposição do cinquentenário da morte de Eliseu Visconti, realizada em 1994 no Museu Nacional de Belas Artes.

Para homenagear os 70 anos de falecimento de Eliseu Visconti, foi realizada, entre 27 de agosto e 2 de novembro, no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, a exposição “Eliseu Visconti – A Modernidade Antecipada”. A mostra, com curadoria de Mirian N. Seraphim, Rafael Cardoso e Tobias Stourdzé Visconti, apresentou cerca de 70 obras abrangendo todas as vertentes da eclética produção de Visconti, além de itens referentes a objetos e documentos pertencentes ao artista.


2015

De acordo com a Lei 9.610/98, a partir de 1 de janeiro de 2015 as imagens das obras de autoria de Eliseu Visconti passaram a pertencer ao domínio público, não sendo mais necessária qualquer autorização para publicação e/ou reprodução de imagens das obras do artista.

Confeccionado por encomenda da família do artista um novo busto em bronze de Eliseu Visconti, a partir do molde em gesso esculpido por João Zacco Paraná, em 1931. A execução do trabalho ficou a cargo do Atelier Liboredo, tradicional fundição artística do Rio de Janeiro.

Realizada a IV edição da Mostra Fazenda Castelo – Arte e Design, que teve como objetivo mostrar ao público visitante arte, decoração e design brasileiros. O evento aconteceu em setembro, na Fazenda Castelo, em Além Paraíba, local onde Visconti residiu por cerca de 9 anos, ainda menino, assim que chegou da Itália. A fazenda, que pertenceu ao Barão de Guararema, teve um dos seus cômodos decorado por Mara Cardoso com projetos e objetos que consolidaram a pioneira contribuição de Visconti ao design brasileiro.

Após 10 anos do lançamento do primeiro site oficial de Eliseu Visconti, o Projeto Eliseu Visconti lança o novo site do artista, mais moderno e atualizado no que se refere às inovações da área de informática.

Colocada no Edifício Eliseu Visconti, na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, Rio de Janeiro, placa alusiva ao local onde Visconti viveu com a família durante 34 anos. Onde hoje se situa o prédio, Visconti construiu em 1910 sua casa e ali viveu até o seu falecimento, em 1944.


2016

Descoberta carta nos arquivos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro que permitiu identificar como sendo de autoria de Eliseu Visconti a pintura localizada no plafond da antessala do camarote do Governador do Estado. A pintura, não assinada, era atribuída a autor não identificado.

Emitido pelos Correios em setembro, por encomenda da Associação Cultural Eliseu Visconti, um selo personalizado em comemoração ao sesquicentenário de Eliseu Visconti.

Inaugurada em 29 de outubro, na Galeria Almeida e Dale, em São Paulo, a exposição “Eliseu Visconti – 150 anos”, com curadoria de Denise Mattar. A exposição, realizada por iniciativa da Galeria, encerrou-se em 10 de dezembro e apresentou cerca de 45 obras da eclética produção de Visconti, tornando-se o evento marco nas comemorações do sesquicentenário do artista.

2017

Tem início em março a alimentação da base de dados on-line do Catálogo Raisonné de Eliseu Visconti, através da incorporação ao Catálogo de Obras do acervo de informações pesquisadas desde o ano 2000 pela historiadora de arte Mirian Nogueira Seraphim e ao longo de quatorze anos de atividades por Tobias S. Visconti, Diretor do Projeto Eliseu Visconti.

2018

Por ocasião do seu 81º aniversário, ocorrido em 13 de janeiro de 2018, o Museu Nacional de Belas Artes homenageou, dentre outras personalidades, o Diretor do Projeto Eliseu Visconti, Tobias Stourdzé Visconti, “por sua relevante contribuição à arte, ao patrimônio e à cultura brasileira”, conferindo-lhe o premio Diploma Quirino Campofiorito.

2018

Lançado em junho, em versão on-line, o Catálogo Raisonné de Eliseu Visconti. Resultado de vinte anos de pesquisas realizadas pelo Projeto Eliseu Visconti e por estudiosos de sua obra, o Catálogo Raisonné apresenta cerca de 1150 obras do artista, entre pinturas, obras de design, desenhos e cerâmicas. Foram também catalogados 19 cadernos de desenhos e anotações do artista, bem como documentos diversos e correspondências.

Visconti no andaime com o painel central do foyer - c.19152018

Em julho, o Projeto Eliseu Visconti, através de parceria com o Instituto Moreira Salles, digitaliza cerca de 120 negativos de vidro encontrados no acervo deixado por Visconti e guardado pela família por cerca de 100 anos. As imagens permitiram comprovar a autoria de Visconti para quatro pinturas cuja autenticidade era duvidosa. Chamou atenção uma foto inédita de Visconti de 1915, sentado num andaime em seu ateliê em Paris, à frente do grande painel central “A Música” que acabara de pintar e que ornamenta o teto do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

2018

Em 11 de outubro, na gestão de Fernando Bicudo como Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, é reinaugurado o busto de Eliseu Visconti no Theatro. Após mais de 40 anos longe do público, o busto voltou para um local nobre, próximo às obras que o artista considerava as mais importantes que realizara. No mesmo dia, nos corredores do segundo andar do Theatro, foi aberta a exposição “Eliseu Visconti e o Theatro Municipal”, com curadoria de Fátima Cristina Gonçalves, apresentando os estudos que Visconti realizou para as obras de decoração do Theatro.

 

 

 

 

 

 
Casa onde nasceu Eliseu Visconti - Foto de 1907
Casa onde nasceu Eliseu Visconti – Foto de 1907
Casa onde nasceu Eliseu Visconti - Foto de 2007
Casa onde nasceu Eliseu Visconti – Foto de 2007
Baronesa de Guararema - 1893
Baronesa de Guararema – 1893
Visconti com sua irmã Marianella - c.1880
Visconti com sua irmã Marianella – c.1880
Visconti com 15 anos - 1882
Visconti com 15 anos – 1882
Vista do Liceu de Artes e Ofícios em 1885, quando Visconti lá estudou
Liceu de Artes e Ofícios – 1885
Visconti à direita, seguido de Félix Bernardelli e Angelo Agostini - Mais à esquerda, a mãe dos Bernardelli - 1893 - Paris
Visconti em Paris com Félix Bernardelli e Ângelo Agostini – 1893
Visconti com Félix Bernardelli em Paris - 1893
Visconti com Félix Bernardelli em Paris – 1893

 

Visconti na Academia Julian - Primeiro à direita - 1893
Na Academia Julian – 1893
Visconti em Paris - 1893
Em Paris – 1893
Visconti em Paris com o quadro A Leitura - 1894
Em Paris – 1894
Visconti em Paris - 1895
Em Paris – 1895
Visconti em Paris e sua obra - A Saída da Vida Pecaminosa
Visconti em Paris e sua obra
Visconti em Paris - 1897
Visconti em Paris – 1897
Visconti em seu atelier - Paris 1899
Em seu atelier – 1899
Carteira de expositor de Visconti para a Exposição Universal de 1900 em Paris
Carteira de expositor de Visconti para a Exposição Universal de 1900 em Paris
Ingresso para a Exposição Universal de Paris, em 1900, quando Visconti ganhou medalha de prata por Gioventù e Oréadas
Ingresso para a Exposição Universal de Paris, em 1900
Visconti com o pano de boca no atelier em Paris - 1907
Visconti com o pano de boca no atelier em Paris – 1907
Visconti na escada com o pano de boca no atelier de Paris
Visconti na escada com o pano de boca
VISCONTI NO ATELIÊ TRABALHANDO JUNTO AO FRISO SOBRE O PROSCÊNIO - PARIS - 1906
VISCONTI NO ATELIÊ TRABALHANDO JUNTO AO FRISO SOBRE O PROSCÊNIO – PARIS – 1906
Visconti recebe o Presidente Rodrigues Alves em Paris na Exposição do Pano de Boca - 1907
Visconti recebe o Presidente Rodrigues Alves em Paris
Atelier da Av. Mem de Sá, 60
Atelier da Av. Mem de Sá, 60
VISCONTI COM A FAMÍLIA EM SEU ATELIÊ DA AV. MEM DE SÁ - 1909
VISCONTI COM A FAMÍLIA EM SEU ATELIÊ DA AV. MEM DE SÁ – 1909
Atelier da Av. Mem de Sá, 60 - Visconti na Janela - 1908
Atelier da Av. Mem de Sá, 60 – Visconti na Janela – 1908
Visconti com a família - Seu filho Tobias nos ombros - 1911
Visconti com a família – Seu filho Tobias nos ombros
Yvonne com o painel da Biblioteca Nacional - c.1910
Yvonne com o painel da Biblioteca Nacional – c.1910
Visconti com o Marechal Hermes da Fonseca
Visconti com o Marechal Hermes da Fonseca
Com a família - 1912
Visconti com a família em 1912
Visconti com a família em 1913
Visconti com a família em 1913
Visconti em seu atelier da Rue Didot - Paris - 1913
Em seu atelier da Rue Didot – Paris – 1913
Visconti no atelier da Rue Didot com os estudos do foyer - 1913
No atelier da Rue Didot com os estudos do foyer – 1913
Visconti em seu atelier com o foyer - Paris - 1915
Visconti em seu atelier com o foyer – Paris – 1915
Visconti na escada pintando o painel central do foyer - 1915
Visconti na escada pintando o painel central do foyer – 1915
Visconti com o painel lateral do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, recém concluído em 1915
Visconti com o painel lateral do foyer em 1915
Visconti em Paris com o painel central do foyer do Theatro Municipal
Visconti em Paris com o painel central do foyer do Theatro Municipal – c.1915
Visconti no andaime com o painel central do foyer - c.1915
Visconti no andaime com o painel central do foyer – c.1915
Visconti com estudos para o foyer do Theatro Municipal - Foto de Augusto Malta
Visconti com estudos para o foyer do Theatro Municipal
Visconti no curso de pintura que ministrou na casa de Haidéa Santiago, na Rua das Laranjeiras - Dentre os alunos, Marques Junior e Manoel Santiago - c.1920
Visconti na casa de Haidéa Santiago em 1920
Visconti em seu atelier com o quadro "A Família" - c.1926
Visconti em seu atelier com o quadro “A Família” – c.1926
Visconti em 1929
Visconti em 1929
Visconti em 1930
Visconti em 1930
Visconti com a família - c. 1930
Visconti com a família – c. 1930
Visconti com Louise, Yvonne e Afonso em 14/01/1934
Com a família – 1934
Visconti na substituição do friso sobre o proscênio em 1935
Visconti substituindo o friso sobre o proscênio em 1935
Visconti com Louise, seu genro Henrique Cavalleiro, sua filha Yvonne e seu filho Afonso - 1938
Com Louise, seu genro Henrique Cavalleiro, sua filha Yvonne e seu filho Afonso – 1938
Visconti na Escola Higino da Silveira em Teresópolis - c.1938
Visconti na Escola Higino da Silveira em Teresópolis – c.1938
Eliseu Visconti em seu atelier
Eliseu Visconti em seu atelier
Visconti com Getúlio no salão da Escola de Belas Artes de 1934
Com Getúlio no 40º Salão Nacional de Belas Artes – 1934
Visconti com Getúlio e Gustavo Capanema
Visconti com Getúlio e Gustavo Capanema no 41º Salão Nacional de Belas Artes – 1935
Eliseu Visconti pintando no atelier
Pintando no atelier – 1942
Com os alunos de Arte Decorativa em 1935
Com os alunos de Arte Decorativa em 1935
Pintando com Louise
Pintando com Louise
Família Visconti no portão de sua casa
Família Visconti no portão de sua casa
Visconti, Louise e seu filho Tobias no jardim de Teresópolis
Visconti, Louise e seu filho Tobias no jardim de Teresópolis
Visconti com Afonso (filho), Louise (esposa) e Yvonne Stourdze (nora)
Visconti com Afonso (filho), Louise (esposa) e Yvonne Stourdze (nora) – c.1942
Visconti com a família no portão de sua casa em Teresópolis - c.1941
Visconti com a família no portão de sua casa em Teresópolis – c.1941
Visconti com a família na varanda da casa de Tabajaras
Visconti com a família na varanda da casa de Tabajaras

Visconti com a família no ateliê da casa de Tabajaras - 1944

Visconti com a família no ateliê da casa de Tabajaras – 1944

Reinaugurado busto de Eliseu Visconti no Theatro Municipal do Rio
Reinaugurado busto de Eliseu Visconti no Theatro Municipal do Rio – 2018