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P620 - Efeito matinal


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Procedência

Coleção Louise Visconti
Coleção BANERJ

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Nessa pintura, o pequeno portão azul [P646; P623; P621] da casa de campo, em Teresópolis, parece apenas um ponto de referência, perdido na imensidão das flores vermelhas do jardim do pintor, no primeiro plano, e da vegetação mais densa do plano médio, logo atrás dele, seguida pela massa acinzentada do imponente morro, ao fundo. Além disso, pode-se ver apenas parte da cerca, que delimitava a propriedade com a Av. Delfim Moreira, surgindo entre as folhagens. Parece recriar num mundo onírico, o paraíso da velhice de Visconti – assim como foi pra Monet o seu jardim em Giverny. A pintura apresenta no verso, a pequena etiqueta de bordas vermelhas com a numeração manuscrita, correspondente ao seu registro no catálogo da Exposição Retrospectiva de 1949. Mário Pedrosa escreve sobre ela nessa ocasião: “com os primeiros planos em pleno sol, os verdes embranquecem, como se desmanchando em contraste com os tons vermelhos vicejantes aos bafêjos da plena luz. Felizmente, a luz desmedida exterior, inimiga dos verdes, não se eleva de tela acima. Êsses primeiros planos são um levantar de cortina para o dia que amanhece. É extraordinária a sensação de prazer que dá então aos olhos, quando, saindo da luz intensa, mergulham na profundeza dos verdes e azuis da encosta. Êstes, por sua vez, sobem de plano em plano, tonalmente marcado, até as camadas superiores do céu, nesga no alto.” Visconti pintou esse mesmo trecho do seu jardim, visto do mesmo ângulo, sobre madeira e de dimensões menores [P653], que provavelmente serviu de estudo para essa composição.

Esta pintura foi registrada na coleção BANERJ com o título Paisagem de Teresópolis. A coleção do BANERJ começou a ser formada nos anos 60 em função das comemorações do IV Centenário do Rio de Janeiro, evento que determinou o perfil das primeiras obras adquiridas. Em 1998 foi firmado um convênio entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de Cultura, e o “BANERJ em Liquidação Extrajudicial”, pelo qual o Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro/Ingá recebeu a guarda do acervo artístico do antigo Banco do Estado BANERJ.


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