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P130 - Retrato de Yvonne


Assinatura

Procedência

Coleção Yvonne e Henrique Cavalleiro
Coleção Henrique Cavalleiro
Coleção Agnaldo de Oliveira

Localização Atual Exposições Individuais Exposições Coletivas Publicações Comentários

No rosto de menina totalmente de frente, a pele alva com as maçãs rosadas, os lábios entreabertos vermelhos e os olhos claros, compõem uma expressão serena, porém concentrada. Os longos cabelos amarrados com dois grandes laços de fita azul, representados logo abaixo em pinceladas difusas, confundem-se com o colo da menina e o fundo neutro. Provavelmente, é a pintura apresentada na 1ª Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1911, como Retrato de minha filha. No catálogo da Exposição Itinerante a legenda de sua reprodução indica dimensões diferentes (62 x 79), entretanto, é certo que se trata da mesma obra, pois tanto essa publicação quanto a do ano seguinte indicam a mesma coleção. Além disso, no catálogo da Itinerante existe outro retrato também intitulado apenas Yvone [P132], que apresenta dimensões idênticas àquelas indicadas para este, apesar das proporções diferentes, o que confirma um erro de edição.

Embora a obra não esteja datada, em Arte no Brasil existe a indicação de que foi executada em Paris, em 1908, o que condiz com a aparência da menina. Se a tela foi realmente pintada em Paris, terá sido em final de 1908 ou início de 1909, pois Visconti foi buscar mãe e filha em final de novembro, e chegaram ao Rio de Janeiro em março. Porém, parece que dois pequenos retratos em madeira [P157; P153] foram realizados como estudos em ângulos alternativos, tendo um deles uma data completa. De qualquer forma, o Retrato de Yvonne aqui em questão pode ter sido usado como estudo para Minha família [P103], composição na qual Yvonne se apresenta também de frente. A pintura aparece na parede do atelier da Mem de Sá, ao lado de diversas outras pinturas, em fotografia do acervo do Projeto Eliseu Visconti, proveniente de negativo em vidro. Diversos desses negativos foram digitalizados pelo Instituto Moreira Salles em dezembro de 2017.


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