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P132 - Minha filha Yvonne


Assinatura

Inscrições

A localidade "Rio" e a data "1933", que não corresponde à criação da obra.

Procedência

Coleção Louise Visconti
Coleção Agnaldo de Oliveira
1999 (maio) – Leiloada pela Bolsa de Arte, Rio de Janeiro

Localização Atual Exposições Individuais Exposições Coletivas Publicações Comentários

Yvonne é retratada confortavelmente instalada numa poltrona; seu traje de inverno é completado com uma estola de pele sobre os ombros, que naquela época, era um sinal de elegância e refinamento. A cor dos olhos reflete-se em sua blusa branca e no fundo da pintura. A mão pendendo solta, a partir do braço apoiado, aparece também em retratos que Visconti pintou de outros personagens [P203; P111; P220]. Pela semelhança do penteado e da expressão, é muito provável que a pintura P138 tenha servido de estudo para esta composição. A pintura foi apresentada na 36ª EGBA, com o título Retrato de Y.V., como pode ser visto na reprodução da página 5 de O Paiz, de 11 de agosto de 1929, que publicou ainda sobre ela: “Com pastas leves, pousadas amorosamente, Visconti realizou um poema de côr. A mão esquerda é um thema magnifico. Todo o retrato respira juventude de inspiração; harmonias que se pontuam melhor nas maçãs do rosto, na ferrure, na gravata molle, quasi liquida, tal a sensibilidade com que foi indicada. É uma pagina de alta significação esthetica, onde as superficies coloridas se succedem como um mar”.

A data de 1933, bem visível sobre a pintura, deve ter sido acrescentada quando da participação desta tela na International Exhibition of Painting, no Carnegie Institute, Pittsburgh, USA, em 1935. O retrato aparece na fotografia dessa exposição, ao lado da pintura Café, de Cândido Portinari, reproduzida em Portinari – o lavrador de quadros, de 2003. Na ocasião da Retrospectiva de 1949, Herman Lima cita essa pintura como exemplo de retrato familiar que atingiu o mais alto ponto da pintura: “no seu ardente e vigoroso cromatismo, no largo tratamento da figura, naqueles vivos rosas e amarelos do rosto de maçã camoeza, no recorte do casaco e da pele, nos toques de azul e de sépia do fundo, e, a par disso, na agudeza da expressão, no calor de saúde intima, na pujança vital que se desprende de tôda a composição”. Foi reproduzida também no 2º Caderno de O Globo de 17 de maio de 1977, que anunciava um leilão onde a pintura deveria atingir um valor entre R$ 80 mil e R$ 120 mil.


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