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A804 - Cartaz da Companhia Antarctica – Projeto para o pano de boca do Cassino Antarctica


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Um cartaz deve ser claramente legível e enfático na sua formulação. Esta afirmação corresponde às aspirações do Art Nouveau. Com esta ideia, Visconti criou três cartazes [A805, A806 e A807] para a Companhia Antárctica, cujo símbolo, estrela de pontas, aparece sempre no primeiro plano, junto com a chamada de atenção para a juventude, a alegria e a festa.
O título desses cartazes indicam que Visconti os teria idealizado para que um deles fosse selecionado como pano de boca do Cassino Antarctica. No entanto, a única fonte encontrada que menciona este objetivo é o catálogo da exposição “Eliseu Visconti e a Arte Decorativa”, realizada em 1983 no Rio de Janeiro e posteriormente em outras capitais [CT1983]. Este catálogo, bem como a exposição, tiveram Irma Arestizabal, crítica e educadora de arte argentina, como organizadora e curadora e foram antecedidos por ampla pesquisa sobre a incursão de Visconti pelo nosso design.
O fato de dois desses cartazes apresentarem grafadas as localidades “São Paulo – Rio de Janeiro”, com a capital paulista à frente, bem como a data provável de execução das obras, permite inferir que o pano de boca projetado por Visconti destinava-se ao Cassino Antarctica inaugurado em dezembro de 1913, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Porém, não há registros que comprovem essa finalidade para os cartazes nem que permitam dizer se algum dos três projetos foi realmente utilizado como pano de boca. De todo modo, fica aqui a hipótese, a ser confirmada ou não por futuras pesquisas.
Neste cartaz, embaixo dos dizeres da Companhia abre-se uma janela. Apoiados na grade, três jovens brincam alegres. Para completar o clima de festa penduraram, na frente, três lanternas de papel vermelho. Na lateral direita, umas espigas de cevada simbolizam a cerveja. Em cima, como friso, lemos Silsener, Ipiranga, Teutonia e Bavaria, No centro da estrela, o “A” da Companhia. (Irma Arestizabal no catálogo para a exposição “Eliseu Visconti e a Arte Decorativa”)
Sobre esta obra de Visconti, Paulo Herkenhoff comenta no catálogo da exposição “Laços do Olhar – Roteiros entre o Brasil e o Japão”: “…o cartaz da Antártica na coleção do Museu Nacional de Belas Artes, além da influência japonesa via a escrita art nouveau, traz uma guirlanda de lanternas japonesas vermelhas. Roberto Okinaka informa que um dos significados dessas lanternas no Japão é a indicação de local onde se serve bebida. Assim, pode-se presumir que Visconti também operasse com o nível simbólico dos artefatos japoneses com os quais trabalhava, um laço para além das referências visuais.”

 


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