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P702 - As Nove Musas Recebem as Ondas Sonoras – Estudo para o segundo friso do Proscênio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro


Assinatura

Procedência

Coleção Tobias d’Ângelo Visconti
Coleção Visconti-Hirth

Localização Atual Exposições Individuais Publicações Comentários

No mesmo período em que executou as pinturas do pano de boca e do plafond sobre a platéia, entre 1905 e 1908, Eliseu Visconti preparou a decoração do friso sobre o proscênio do Theatro Municipal, ou seja, o friso que seria colocado no alto do arco da boca de cena do teatro. Com um estilo que se harmonizava com as demais decorações, o friso sobre o proscênio representava nus femininos e anjos esvoaçantes, cujo motivo resumia-se às palavras A poesia e o amor afastando a virtude do vício [P734].
Mas em 1934, obras de reforma no Theatro incluíram o alargamento da boca de cena, sendo Visconti chamado para executar o aumento correspondente no friso sobre o proscênio, que originalmente media quinze metros de comprimento. Após analisar o problema, Visconti decide pela execução de um novo friso, com quatro metros a mais, batizando-o com o título As nove musas recebem as ondas sonoras. O Fundo Eliseu Visconti, do MNBA, guarda um documento assinado pelo pintor, datado de 17 maio 1934: “Orçamento para a execução de uma Frisa artística para a nova sala de espectaculos do Theatro Municipal da Capital Federal, composta de numerosas figuras allegoricas (segundo a esquisse apresentada) cujo assumpto é a ‘idealisação do Radio”. A pintura objeto deste comentário com certeza é a esquisse citada no documento, na qual Visconti apresenta de forma bastante livre e moderna, com desenho pouco definido, os corpos esvoaçantes das musas, tendo como cenário a Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro.


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