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P603 - O batismo da boneca


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1949 – Coleção Joaquim Servera

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O jardim e as crianças reúnem-se aqui a outro tema recorrente em Visconti: as roupas estendidas no varal. É exuberante essa pintura desde o seu fundo com a montanha em tom lilás; a vegetação num plano à frente ainda azulada pelo efeito atmosférico; as roupas que dividem a composição horizontalmente, em dois tratamentos distintos. Na parte superior a fatura é lisa e as cores suaves, e do varal para baixo, o colorido é mais vivo e as tintas mais espessas, criando textura concreta, principalmente na moita com flores vermelhas, que dá sombra ao grupo de crianças sentadas no chão, em primeiro plano. As bananeiras, que tinham lugar de destaque nas cenas ambientadas em Copacabana [P141; P560], não aparecem aqui, mas seus frutos estão em abundância espalhados pelo chão, como principal elemento do piquenique das crianças.

É bem provável que seja a pintura apresentada na EGBA de 1933, e no 1º Salão Paulista de Bellas Artes, com o título Merenda. Este título parece cair bem melhor para a cena representada em primeiro plano, pois só com muita dificuldade pode-se identificar algo que tenha alguma chance de ser uma boneca, na mão da menina que está em pé, no grupo à esquerda. E nada é possível encontrar que se assemelhe a uma cerimônia de batismo, ainda que no mundo do “faz de conta”. Mas foi como O batismo da boneca que a pintura ficou conhecida, desde sua reprodução na biografia de Barata, em cuja legenda consta: “Teresópolis, 1932”. Participou da Exposição Retrospectiva de 1949, como O batizado da boneca. Seu catálogo indica que a pintura é datada de 1934, porém essa data não foi encontrada no exame do original.


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