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P544 - Revoada de pombos


Assinatura

Procedência

1949 – Patrimônio do Ministério da Educação e Saúde
1954 – Patrimônio do Ministério da Educação e Cultura

Localização Atual Exposições Individuais Exposições Coletivas Publicações Comentários

A assinatura está quase apagada, porém é bastante visível na pequena fotografia do álbum do acervo do Projeto Eliseu Visconti, com etiqueta correspondente à numeração do catálogo da Retrospectiva de 1949. É provavelmente um estudo da parte superior central, levemente à esquerda, da Pombos do meu atelier [P528]. Embora aqui não se veja o efeito azulado da atmosfera, é possível distinguir nas duas pinturas: os mesmos dois pinheiros; a edificação à sua esquerda; os arbustos coloridos entre ela e o telhado da construção em primeiro plano; o cume do morro ao fundo; e ainda os pombos e o cano sobre o telhado. Parece apenas que as vistas foram tomadas de ângulos ligeiramente diferentes. Foi exposta na Sala Especial da II Bienal de São Paulo com a data de 1932. Ao findar o 17º Salão Paranaense de Belas Artes, as obras da sala especial dedicada a Visconti – inclusive esta – ficaram expostas, juntamente com o acervo do Museu de Arte do Paraná, por todo o primeiro semestre de 1963. Antonio Bento, por ocasião da exposição de 1949, publica: “Este é um quadro moderno na fatura, como nos seus valores plásticos. E é certamente pintura pura, podendo a composição ser assinada pelo mais ortodoxo dos abstratos. É apenas um jôgo de cores da maior pureza. Só um grande pintor seria capaz de fazer êsse quadro.”

Na exposição Retrospectiva de 1949, que foi organizada cronologicamente, essa pintura foi colocada em penúltimo lugar entre os óleos, considerada uma das últimas realizações da carreira de Visconti, por sua fatura moderna. Porém, ela aparece na foto de Visconti em seu atelier, publicada em O Jornal, de 11 de julho de 1926. Também por essa data, anterior à criação da composição maior, pensa-se em um estudo, embora possa ser apenas uma tomada de um detalhe da mesma vista, que o pintor tinha de seu atelier na Mem de Sá. Dos registros do museu consta que foi adquirida de Cecília Ferreira de Oliveira Fontes, pela verba orçamentária, porém, sem indicação da data. Consta ainda que foi restaurada em 18 de dezembro de 1973, por Magdalena Vaccari, que executou reentelamento e reintegração da pintura e fundo. Esta pintura ficou muitos anos no Palácio da Alvorada, na parte restrita da residência presidencial. Foi levada para Brasília, segundo a etiqueta do MNBA colada em seu verso, para uma exposição permanente, pelo período de dois anos, por um convênio de fevereiro de 1991. Somente em dezembro de 2016 ela voltou para o MNBA.


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