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P524 - Santa Teresa, Residência de Joaquim Murtinho


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Coleção Louise Visconti
Coleção Afonso d’Ângelo Visconti
Coleção Afonso Roberto Pires Visconti

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Composta por pinceladas soltas e bem aparentes, de cores suaves, mostra uma construção avarandada no alto de um morro em Santa Teresa. A pintura foi apresentada EGBA de 1909 com o título Chalet Murtinho. Lygia Martins Costa cita essa pintura em sua “Apreciação da Obra”, como exemplo da técnica divisionista que Visconti traz de Paris e vai perdendo ao longo do 3° período, por ela estabelecido no catálogo da Exposição Retrospectiva de 1949.

Joaquim Murtinho, natural de Cuiabá/MT, era engenheiro e doutor em medicina, especializado em homeopatia. Foi eleito senador da República diversas vezes, tendo ocupado o cargo de ministro da Fazenda no governo Campos Sales. Com o falecimento de Joaquim Murtinho em 1911, a residência por ele construída em Santa Teresa passa a pertencer à sua sobrinha e herdeira Laurinda Santos Lobo, que se tornaria uma das maiores mecenas das artes na cidade do Rio de Janeiro. Laurinda abriria os salões de seu palacete para eventos ligados às artes plásticas, à literatura e à música. Após o falecimento de Laurinda, em 1946, o palacete ficaria abandonado por muitos anos, sendo resgatado pela municipalidade e transformado no Parque das Ruínas, inaugurado em 1997.

A importância da residência de Joaquim Murtinho talvez seja o motivo do título dado à tela de Visconti, que na realidade retrata em primeiro plano uma outra construção em Santa Teresa. A residência de Joaquim Murtinho aparece menor, no alto da tela, à direita.