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A843 - Estudo de selo para os Correios – Projeto não utilizado


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Em 1903 Visconti participa de três concursos de selos abertos pela Diretoria Geral dos Correios e organizados pela Casa da Moeda, num total de dezesseis projetos, sendo doze selos, duas cartas-bilhetes e dois bilhetes postais. O júri, presidido por Luis Betim Paes Lima, Diretor dos Correios, era constituído por literatos, filatelistas e pelo escultor Rodolfo Bernardelli. Dentre vinte concorrentes, Visconti é declarado vencedor dos três concursos, em janeiro de 1904. Entretanto, os projetos de selos postais jamais seriam executados, por ter-se oposto o Ministro de Viação e Obras Públicas, Sr. Lauro Muller, o que causou grande mágoa ao artista. Apontar uma razão para a não feitura dos selos seria mera especulação. A aceitação que tiveram por parte da imprensa especializada na Europa e na América foi comprovada pelo número de vezes que foram publicados. A revista francesa L’Illustration , em 12 de novembro de 1904, reproduziu com elogios todos os projetos. Também o jornal português Mala da Europa estampou os selos em sua edição de 18 de dezembro de 1904. Na América, a Sociedade Filatélica Argentina igualmente reproduziu os selos.
Nossa crítica especializada ficaria decepcionada com o não aproveitamento dos selos de Visconti. Gonzaga Duque escreve na Revista Kosmos: A série magistral de postais do Sr. Eliseu Visconti faria a reputação filatélica de qualquer povo. É, em verdade, uma coleção extraordinária, sem competidora na reputada Europa.”
Este selo, por motivo que se desconhece, foi descartado e não inclui a coleção premiada. Pelo valor do selo (50 réis) e pela arte apresentada, parece ser uma alternativa ao selo definitivo da Lei Áurea [A813].
Os originais dos projetos de selos apresentados por Visconti para o concurso dos Correios encontram-se desaparecidos, não sendo encontrados nos arquivos da Instituição. A imagem deste selo foi obtida a partir de um negativo de vidro guardado por Visconti. Todos os negativos de vidro procedentes do acervo do artista foram digitalizados em 2017 em uma parceria do Projeto Eliseu Visconti com o Instituto Moreira Salles.


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