Visconti Pintor - Retrospectiva

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A obra de Eliseu Visconti, produzida ao longo de quase sessenta anos de carreira, encontra-se dispersa em coleções particulares e em museus nacionais e no exterior. No entanto, aqueles que desejarem ter uma visão completa das diversas fases da carreira do artista poderão fazê-lo sem que tenham que percorrer mais do que 200 metros entre quatro prédios públicos situados no centro do Rio de Janeiro.

No acervo do Museu Nacional de Belas Artes, na Av. Rio Branco, encontram-se diversas obras de cavalete de Visconti de variadas técnicas, desde acadêmicas, do tempo de escola, até neo-realistas, da fase final do artista, passando pelo naturalismo, pela influência renascentista, pelo divisionismo e pelo impressionismo.

Vizinha ao MNBA está a Biblioteca Nacional, onde se encontram dois painéis de Eliseu Visconti, de características pós-impressionistas, e também onde podem ser vistos dois importantes trabalhos frutos de sua dedicação ao design gráfico: os estudos para o emblema e para o ex-libris da Biblioteca Nacional.

Do outro lado da Av. Rio Branco, em frente ao MNBA, está o Theatro Municipal, onde podem ser admiradas as pinturas decorativas do pano de boca (exposto apenas nas estréias dos espetáculos), do friso sobre o proscênio, do plafond (teto) sobre a platéia e do teto do foyer, conjunto considerado pelo próprio artista como sua obra mais importante. Ao lado do Theatro está a Câmara Municipal – Palácio Pedro Ernesto, que ostenta na entrada o grande tríptico Deveres da Cidade, trabalho impressionista que homenageia Oswaldo Cruz e o Prefeito Pereira Passos.

Para completar a visita às obras decorativas de Eliseu Visconti pode-se caminhar um pouco mais, até ao Palácio Tiradentes, na Praça XV, onde, no plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro encontra-se o painel decorativo de Visconti representando a assinatura da Primeira Constituição Republicana de 1891. No grande painel, restaurado em 2001, figuram em tamanho natural os retratos dos 63 constituintes.

A primeira grande exposição das obras de Eliseu Visconti, após o seu falecimento, ocorreu em novembro de 1949, no Museu Nacional de Belas Artes, quando foram expostos 285 trabalhos em nove salas do Museu. O catálogo da exposição retrospectiva, prefaciado por Oswaldo Teixeira, então Diretor do Museu, apresentou uma classificação da obra de Visconti, de autoria de Lygia Martins Costa, dividindo sua carreira artística em seis períodos. Tal classificação é reproduzida a seguir, em conjunto com uma apreciação bastante completa da obra do artista, também de Lygia Martins Costa.